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1996
 

Jornal da Tarde
Caderno Turismo

Matéria: Em algum lugar do passado

 
 
 


Em algum lugar do passado

Visita às antigas propriedades rurais do Vale do Paraíba tem sabor de cafezinho com broa de milho


 
 
 

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Entre palmeiras imperiais, paredes de taipa e janelas de madeira, as fazendas do Vale do Parnaíba contam um pouco da história do Brasil. Construídas numa época em que o trabalho escravo fez a fortuna de muita gente, hoje ja não ostentam o antigo fausto. Mas mantêm o charme. Vivem de histórias do passado, deixadas no pé direito, na tábua larga, na telha vã. Perderam o trono, mas não a majestade.
Visitá-las é um prazer com sabor de cafezinho com broa de milho.

A sede dessa fazenda de 200 anos foi totalmente restaurada pelo engenho de seu proprietário, Fábio Sá Moreira, e reinaugurada, como hotel, em 1990. Com todo o conforto de uma autêntica casa-grande, a sala tem lareira e a cozinha, fogão a lenha. Nas paredes grossas, há um clima de século passado; na altura do pé direito, a dimensão de grandiosidade; e no madeiramento aparente, o tom rústico das casas de interior.

Com 22 alqueires, a Santa Branca fica no espigão da Serra dos Monos, que divide o Vale do Parnaíba do Rio Tietê, numa altitude de 1.070m.

O forte da fazenda são os 25 cavalos de raça. Ao contrário de outros hotéis que oferecem pangarés para uma voltinha ao redor da sede, na Santa Branca os cavalos são árabes e os passeios, longos. Para os mais aventureiros, tem até trilha para a Barra da Una ou para a nascente do Tietê, em Salesópolis. Os cavalos também estão presentes na decoração e no nome dos quartos.

Para aqueles que preferem menos ação, a fazenda também tem um lago para pescaria, com tilápias e pacus. O hotel ainda dispõe de quadra de tênis, sauna, duas piscinas e a imensa Cachoeira dos monos.

A capela original foi mantida e ampliada e, no altar, São Pedro pintado em uma telha abençoa os fiéis. Aliás, telha é o que não falta na decoração da Santa Branca. A olaria que o dono montou na fazenda fica aberta à visitação dos hóspedes. Produz telhas coloniais e lajotas de vários tamanhos.

 

 

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