Entre palmeiras
imperiais, paredes de taipa e janelas de madeira,
as fazendas do Vale do Parnaíba contam um
pouco da história do Brasil. Construídas
numa época em que o trabalho escravo fez
a fortuna de muita gente, hoje ja não ostentam
o antigo fausto. Mas mantêm o charme. Vivem
de histórias do passado, deixadas no pé
direito, na tábua larga, na telha vã.
Perderam o trono, mas não a majestade.
Visitá-las é um prazer com sabor de
cafezinho com broa de milho.
A sede dessa fazenda de 200
anos foi totalmente restaurada pelo engenho de seu
proprietário, Fábio Sá Moreira,
e reinaugurada, como hotel, em 1990. Com todo o
conforto de uma autêntica casa-grande, a sala
tem lareira e a cozinha, fogão a lenha. Nas
paredes grossas, há um clima de século
passado; na altura do pé direito, a dimensão
de grandiosidade; e no madeiramento aparente, o
tom rústico das casas de interior.
Com 22 alqueires, a Santa Branca
fica no espigão da Serra dos Monos, que divide
o Vale do Parnaíba do Rio Tietê, numa
altitude de 1.070m.
O forte da fazenda são
os 25 cavalos de raça. Ao contrário
de outros hotéis que oferecem pangarés
para uma voltinha ao redor da sede, na Santa Branca
os cavalos são árabes e os passeios,
longos. Para os mais aventureiros, tem até
trilha para a Barra da Una ou para a nascente do
Tietê, em Salesópolis. Os cavalos também
estão presentes na decoração
e no nome dos quartos.
Para aqueles que preferem menos
ação, a fazenda também tem
um lago para pescaria, com tilápias e pacus.
O hotel ainda dispõe de quadra de tênis,
sauna, duas piscinas e a imensa Cachoeira dos monos.
A capela original foi mantida
e ampliada e, no altar, São Pedro pintado
em uma telha abençoa os fiéis. Aliás,
telha é o que não falta na decoração
da Santa Branca. A olaria que o dono montou na fazenda
fica aberta à visitação dos
hóspedes. Produz telhas coloniais e lajotas
de vários tamanhos.
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